Pular para o conteúdo

Homônimos e parônimos

Mal e mau, concerto e conserto, traz e trás soam iguais, mas se escrevem de jeitos diferentes. Escolha um par, leia a regra, aprenda o truque da troca e pratique com frases para ouvir.

Todas as listas

Resposta curta

O que são homônimos e parônimos?

Homônimos são palavras que têm a mesma pronúncia ou a mesma escrita, mas sentidos diferentes: concerto (apresentação de música) e conserto (reparo) soam iguais e se escrevem diferente. Parônimos são palavras parecidas, mas não iguais, na escrita e na pronúncia, como comprimento e cumprimento. Como o ouvido não ajuda a escolher, usa-se um truque: trocar a palavra por outra que soa diferente. Se «bem» cabe na frase, escreve-se mal; se «bom» cabe, escreve-se mau.

  • Homônimos homófonos têm o mesmo som e escrita diferente: concerto e conserto, cela e sela, traz e trás.
  • Homônimos homógrafos têm a mesma escrita e som diferente: o jogo (com o fechado) e eu jogo (com o aberto).
  • Homônimos perfeitos têm a mesma escrita e o mesmo som: são (verbo ser), são (sadio) e são (santo).
  • Na maior parte do Brasil, o l no fim da sílaba soa como u, por isso mal e mau se pronunciam do mesmo jeito.

O português tem muitas palavras que soam iguais ou quase iguais. As que mais confundem as crianças não são as raras, e sim as pequenas e frequentes, que aparecem em quase todo texto: mas ou mais, mal ou mau, há ou a e as quatro formas de por que. A criança não consegue escrevê-las «de ouvido»: precisa pensar no sentido da frase. Por isso vale estudar um par de cada vez, sempre com a mesma pergunta.

O truque é quase sempre o mesmo: trocar a palavra por outra que tem som diferente. Mal é o contrário de bem, mau é o contrário de bom. Mas pode virar «porém», mais é o contrário de menos. Há pode virar «faz» ou «existe». Traz pode virar «leva», e trás é o contrário de frente. Se a frase continua com sentido depois da troca, a escrita está certa. Para onde ou aonde, a pergunta é se alguém está em um lugar ou vai a um lugar; para concerto ou conserto, se é música ou reparo.

Para crianças com dificuldade de leitura ou de escrita, os homônimos pedem um esforço a mais: o som não ajuda em nada, e é preciso lembrar o sentido e a regra ao mesmo tempo. O que costuma funcionar é uma regra curta, sempre com as mesmas palavras, muitas frases curtas e a resposta conferida na hora. Os exercícios de cada página leem a frase em voz alta para tirar o peso da decodificação, e a criança se concentra só na escolha. Se a leitura e a escrita continuam muito difíceis mesmo com prática, o teste grátis ajuda a ver qual habilidade treinar primeiro; ele não substitui uma avaliação profissional.

Atividades com homônimos

Um par por semana

Comece por mas/mais e mal/mau, que aparecem em quase todo texto. Depois passe para há/a, traz/trás e onde/aonde, e deixe as quatro formas de por que para o fim. Faça o exercício da página em cinco minutos por dia; na sexta-feira, imprima a atividade e deixe a criança fazer sozinha.

O cartão do truque

Num cartãozinho, a criança escreve o par e o truque em uma linha: «mal → bem, mau → bom», «mas → porém, mais → menos». O cartão fica ao lado do caderno durante a lição de casa. Quando ela não precisar mais dele, o cartão vai para uma caixa e entra um par novo.

Caça aos homônimos

Num livro que a criança já conhece, procurem juntos todos os mas e mais de uma página. Para cada um, ela lê a frase com a troca (porém ou menos) e pinta de azul ou de vermelho. Depois façam um ditado curto com frases que tenham o par da semana.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre homônimos e parônimos?

Homônimos têm a mesma pronúncia ou a mesma escrita e sentidos diferentes, como concerto e conserto. Parônimos são só parecidos na escrita e no som, sem serem iguais, como comprimento (tamanho) e cumprimento (saudação), ou descrição e discrição.

Quais são os tipos de homônimos?

São três: homófonos (mesmo som, escrita diferente, como cela e sela), homógrafos (mesma escrita, som diferente, como o jogo e eu jogo) e perfeitos (mesma escrita e mesmo som, como o são de «eles são», de «são e salvo» e de São Paulo).

Qual é o truque para não errar?

Trocar a palavra por outra que soa diferente e ver se a frase continua com sentido. Mal vira bem, mau vira bom; mas vira porém, mais vira menos; há vira faz; traz vira leva. Se a troca funciona, a escrita está certa.

Em que ano a criança aprende os homônimos?

Depois da alfabetização, nos anos iniciais do ensino fundamental, os pares mais comuns como mas e mais ou mal e mau começam a ser trabalhados nas aulas de língua portuguesa. As quatro formas de por que costumam vir um pouco depois e são retomadas nos anos finais. A ordem exata muda de escola para escola.

Meu filho troca mas e mais o tempo todo. É dislexia?

Não necessariamente. Quase todas as crianças confundem homônimos durante anos, porque o som é igual e só o sentido decide. Se a leitura e a escrita continuam muito difíceis mesmo com prática regular, converse com a escola; só uma avaliação feita por profissionais pode dizer se existe um transtorno.

Os exercícios podem ser impressos?

Sim. Em cada página, o botão Imprimir atividade gera uma folha com as frases para completar, espaço para nome e data e as respostas no fim da página, para o adulto.